Da janela do quarto olho lá para fora. Olho na esperança de sentir. Sentir o teu toque nos meus ombros, de início suave, depois fazendo-me esquecer do que existe lá fora.
Mas, continuo a olhar, o toque não chega e tudo parece parado. Incapaz de me mover, vejo o dia passar a noite, o sol a acariciar a lua ao amanhecer e finalmente um toque que chega para me desentorpecer.
Não és tu, como poderias ser, é a realidade que me beija suavemente, dizendo-me que o que procuro cá dentro só irei encontrar lá fora. Sorrio, ainda com o gosto da realidade nos lábios e volto as costas à janela. E desço ao inferno para encontrar o caminho para o paraíso.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
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