sábado, abril 08, 2006
segunda-feira, abril 03, 2006
Bola de cristal
Não gosto do cinzentismo. De correr as mesmas ruas, ver as mesmas pessoas e contemplar cenários que apesar de estarem sempre a mudar, são sempre os mesmos, viver o dia seguinte, da mesma forma que o dia de hoje, que é igual ao dia de ontem.
Por isso procuro novos caminhos, quer dizer, não precisam de ser novos, basta que tenham neles algo que os torne diferentes. Pode ser um pormenor, pode ser algo gigante aos meus olhos, apesar de invisível ao mundo, podes ser tu.
Mas tu não és diferente pensas tu. E não és, mas basta ver as coisas da tua perspectiva, para que ela não seja a minha e todo o cinzentismo se desvaneça num instante, apesar de tudo à nossa volta não ter mudado, apenas os olhos que observam.
Parece confuso, mas não é. Não quero viver a vida pelos olhos de outra pessoa, mas quero ver o mundo para além dos limites dos meus horizontes. E tu serás a minha bola de cristal, em tudo diferente, mas em tudo igual.
Por isso procuro novos caminhos, quer dizer, não precisam de ser novos, basta que tenham neles algo que os torne diferentes. Pode ser um pormenor, pode ser algo gigante aos meus olhos, apesar de invisível ao mundo, podes ser tu.
Mas tu não és diferente pensas tu. E não és, mas basta ver as coisas da tua perspectiva, para que ela não seja a minha e todo o cinzentismo se desvaneça num instante, apesar de tudo à nossa volta não ter mudado, apenas os olhos que observam.
Parece confuso, mas não é. Não quero viver a vida pelos olhos de outra pessoa, mas quero ver o mundo para além dos limites dos meus horizontes. E tu serás a minha bola de cristal, em tudo diferente, mas em tudo igual.
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