sábado, fevereiro 25, 2006

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Espanta-me...

Pedi-te para me mostrares a tua natureza e tu mostras-me o Sol. Fechei os olhos e gostei dessa surpres, típico de quem gosta do sol, de senti-lo na face, com aquele calor que nos faz isso, fechar os olhos e sentirmo-nos bem. Por outro lado, agora que penso, o Sol também é perigoso, se olharmos para ele fixamente ficamos encandeados e não vemos outras coisas, se calhar mais importantes. Quererás tu ofuscar-me?
Mas, deixemo-nos de reflexões ultra violetas (embora apropriadas para a cor que me dás), porque olho melhor, vejo para além do brilho inicial que pensei ver, vejo que não é o sol que contemplo, mas sim um espanta-espíritos com a sua forma. E espanto-me, fecho os olhos, não com aquela sensação de calor, mas sim com um dúvida no espírito.
Será essa a tua natureza ou é algo que me queres dizer?
Sim, porque podes achar que estou demasiado perto, demasiado próximo e este é um aviso...Mas próximo de quê? Não sei, tenho ainda a visão turva e talvez o espírito...
Embora pessimista, vou tentar acreditar que é de ti que falas, da tua natureza. O que sendo melhor que um aviso, é igualmente mau, porque me custa compreender (e este é um eufemismo para dizer ter medo) o que é alguém com essa natureza. Talvez seja isso que te define, mas não vou deixar que me assustes. Ajuda-me a compreender e se calhar até sou eu que te vou espantar...

sábado, fevereiro 11, 2006

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

A tua natureza

Falas-me de natureza, escolhes uma borboleta. Que subtil, quererás fazer-me pensar numa metamorfose? Ambiente selvagem, a inocente borboleta exposta a todos os perigos envolventes, não haverá quem te proteja? Haverá certamente, mas não serei eu a envergar a armadura. Acredito na tua metamorfose, mas não acredito no que me queres fazer ver. Não conheço esta tua nova faceta, mas conheço-te melhor do que pensas, apesar de não ser quem tu julgas. Não será com o doce visual de uma borboleta que irás voar para longe ou chegar mais perto, porque ficarás no mesmo sítio, tal como a imagem que me mostras. O teu eu verdadeiro está por trás de tudo isto, é aquela natureza selvagem que vemos no fundo, que cede o protagonismo à borboleta, mas está sempre presente, à espera que o despertem. Esquece a borboleta, não passa de algo efémero que desperta atenções efémeras. Está na hora, mostra a tua verdadeira natureza...

domingo, fevereiro 05, 2006