Quando penso em correntes normalmente não penso nesta em que nos deixamos fluir sem pensar para onde vamos. Quando penso em correntes, penso nas outras, naquelas fortes, que me prendem a tudo, ao que gosto mais, ao que gosto menos e especialmente ao que não gosto.
Por isso, olho para esta corrente e não acredito. Não acredito que esteja livre, solto das outras correntes e livre nesta, que apesar de ser corrente, me deixa ir para onde quero, mesmo que não saiba para onde vou.
Mergulho para ter a certeza e, ao olhar para o fundo vejo-as na sombra lá em baixo, as outras, as correntes que antes me tinham como companheiro permanente. Rapidamente volto à tona, sorrindo, porque delas não fica mais que uma pequena marca em mim, para me lembrar que um dia sofri na fria companhia das correntes.
E deixo-me ir com ela, que apesar de o ser não me prende a nada, a não ser ao desejo de ser livre. E, por mais que pense não sei para onde vou, para onde quero ir também não, mas sei agora o que é estar solto de correntes e isso chega para mim.
segunda-feira, agosto 28, 2006
sábado, agosto 05, 2006
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