domingo, março 26, 2006
quarta-feira, março 22, 2006
Contra a corrente
Oiço-te correr, oiço-te lá ao fundo, sinto-te por perto, mas ainda não te
consegui encontrar. Vou seguir contra a corrente, vou seguir contra a
corrente e vou descobrir-te, escondas onde te esconderes.
Mas, como qualquer paraíso perdido, não sei se vais gostar que te encontre,
pois bastará isso para que deixes de ser perdido e certamente que comigo
temes deixar de ser paraíso. Deixa as tuas dúvidas para trás, tal como eu deixei as minhas ir na corrente, porque se um paraíso perdido pode ser alcançado, também se pode tentar alcançar uma felicidade perdida.
Não serei eu a invadir-te, serás tu a inundar-me, para que no fim fiquemos mais perto. Juntos? Não sei. A água murmura-me que sim, o vento sopra-me que não.
consegui encontrar. Vou seguir contra a corrente, vou seguir contra a
corrente e vou descobrir-te, escondas onde te esconderes.
Mas, como qualquer paraíso perdido, não sei se vais gostar que te encontre,
pois bastará isso para que deixes de ser perdido e certamente que comigo
temes deixar de ser paraíso. Deixa as tuas dúvidas para trás, tal como eu deixei as minhas ir na corrente, porque se um paraíso perdido pode ser alcançado, também se pode tentar alcançar uma felicidade perdida.
Não serei eu a invadir-te, serás tu a inundar-me, para que no fim fiquemos mais perto. Juntos? Não sei. A água murmura-me que sim, o vento sopra-me que não.
domingo, março 12, 2006
terça-feira, março 07, 2006
Uma gota de fogo...
Chove lá fora, mas algo arde cá dentro. É estranho, mas assim se pode passar uma vida. Apagando os fogos dos outros e deixando-se consumir pelo seu. Parece irónico não é? Mas não é o destino, não é uma escolha, é algo que nasce connosco e não deixa crescer a vontade de ser de outra maneira. Mas isso não será sempre assim, porque ela cresce e vai crescendo, alimentando as chamas, tal como a chuva lá fora vai batendo com maior intensidade. Ela desafia o fogo, para que ele vá lá fora, sabendo que ele irá ter com ela, mesmo que isso signifique lutar contra a sua natureza e naqueles breves instantes, antes de se apagar a chama, estarão juntos. E quando ele já tiver usado toda a sua força e se extinguir a chuva parará, porque já não faz sentido continuar a cair, quando nada espera por ela. E outro fogo nascerá, à espera da chuva que há de cair...
domingo, março 05, 2006
sexta-feira, março 03, 2006
Mergulhar a fundo
Olho em frente e salto. Mergulho, vou de braços abertos, não me preocupo. Sinto a água, sinto o meu corpo, não sinto o fundo, mas não me preocupo. Mesmo de olhos fechados, sei que ele está lá e sei que é aí que vai estar o que procuro.
Mergulho sim, mas não vou ao fundo. Conheço os contos de sereias e sei o que acontece a quem vai atrás do seu canto. Por isso, não vou ao fundo, fico a planar num vazio preenchido de água e espero que o fundo venha até mim.
Espero de mais? Talvez. Mas sou como as marés, vou e volto, mas nunca desisto. E tal como elas mudam o fundo por onde passam, é na mudança que reside a esperança. Essa é a verdade e tal como ela, tu também virás ao de cima.
No entanto, uma dúvida subsiste. E se na mudança eu fôr arrastado para o fundo, tu vais ficar à minha espera?
Mergulho sim, mas não vou ao fundo. Conheço os contos de sereias e sei o que acontece a quem vai atrás do seu canto. Por isso, não vou ao fundo, fico a planar num vazio preenchido de água e espero que o fundo venha até mim.
Espero de mais? Talvez. Mas sou como as marés, vou e volto, mas nunca desisto. E tal como elas mudam o fundo por onde passam, é na mudança que reside a esperança. Essa é a verdade e tal como ela, tu também virás ao de cima.
No entanto, uma dúvida subsiste. E se na mudança eu fôr arrastado para o fundo, tu vais ficar à minha espera?
Subscrever:
Mensagens (Atom)

