sábado, novembro 25, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
És música para os meus ouvidos
Fecho os olhos, já conheço de cor a tua disposição. Percorro esse caminho suavemente com um gesto delicado, sentindo texturas, cada qual com a sua memória, umas mais perceptíveis do que outras.
Mesmo de olhos fechados, sei que estás lá, algures perdida no meio de muitas outras. O sentido perfeito, a palavra certa, o timing exacto, tudo o que espero ouvir sem hesitações, sem medo de conclusões precipitadas ou finais que não chegam. De ti sei que posso esperar tudo sem ter que retribuir nada. Egoísmo? Talvez. Mas prefiro pensar que a nossa relação é perfeita assim e que se olhar para ti de outra forma, a harmonia cessará nesse preciso instante.
Por isso, até eu mudar, porque sei que não mudarás, os nosssos encontros continuarão a depender dos meus caprichos, a nossa paixão terá sempre os minutos contados, viveremos sempre a sedução do primeiro momento em que nos conhecemos e tu serás sempre a minha favorita.
Mesmo de olhos fechados, sei que estás lá, algures perdida no meio de muitas outras. O sentido perfeito, a palavra certa, o timing exacto, tudo o que espero ouvir sem hesitações, sem medo de conclusões precipitadas ou finais que não chegam. De ti sei que posso esperar tudo sem ter que retribuir nada. Egoísmo? Talvez. Mas prefiro pensar que a nossa relação é perfeita assim e que se olhar para ti de outra forma, a harmonia cessará nesse preciso instante.
Por isso, até eu mudar, porque sei que não mudarás, os nosssos encontros continuarão a depender dos meus caprichos, a nossa paixão terá sempre os minutos contados, viveremos sempre a sedução do primeiro momento em que nos conhecemos e tu serás sempre a minha favorita.
sábado, novembro 18, 2006
sexta-feira, novembro 03, 2006
O duplo
Tudo tem dois lados, o que é e o que gostaríamos que fosse. É fácil cair na tentação de ver o segundo onde só há o primeiro, é fácil acreditar que por trás de qualquer brilho está o ouro, mesmo quando todos te dizem o contrário.
São essas as tuas ferramentas de sobrevivência, aquelas que te permitem cortar a direito no frio da realidade, até ao quente dos sonhos. E, apesar de em cada sonho poder viver um pesadelo, não desistes de acreditar que um dia tudo o que vês de olhos fechados ficará da mesma maneira quando os abrires. Mas, até lá, continuas a ver nas nuvens do presente o sol do futuro e na tristeza evidente um sorriso latente.
São essas as tuas ferramentas de sobrevivência, aquelas que te permitem cortar a direito no frio da realidade, até ao quente dos sonhos. E, apesar de em cada sonho poder viver um pesadelo, não desistes de acreditar que um dia tudo o que vês de olhos fechados ficará da mesma maneira quando os abrires. Mas, até lá, continuas a ver nas nuvens do presente o sol do futuro e na tristeza evidente um sorriso latente.
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