Há algo nas festas que me amargura, talvez por serem um momento de felicidade que tem um fim marcado. O fim da festa, o passar da euforia ao controlo, do momento arrebatador ao silêncio desolador, uma mistura de sentimentos que me entristece.
Recuso-me assim a ficar até ao fim da festa. É este o meu plano, é assim que nunca sei como as coisas acabam. Saio antes, no auge, quando o calor que sinto não dá mostras de arrefecer, quando sinto que tudo pode acontecer é aí que tudo me diz para desaparecer.
Ao fazê-lo, sinto-me para além do medo, da sorte, do azar, do amor, do tudo e do nada que pode acontecer no final de uma festa. Penso que ganho tudo em não saber o que perco, mas a curiosidade diz-me o contrário. Por isso continuo de festa em festa, tentando perder-me nas horas, só para dizer que não dei pelo tempo, só para saber o que se sente no final de uma festa. E assim acabam as festas para mim, muito antes de terem começado....
quarta-feira, dezembro 27, 2006
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