Pedi-te para me mostrares a tua natureza e tu mostras-me o Sol. Fechei os olhos e gostei dessa surpres, típico de quem gosta do sol, de senti-lo na face, com aquele calor que nos faz isso, fechar os olhos e sentirmo-nos bem. Por outro lado, agora que penso, o Sol também é perigoso, se olharmos para ele fixamente ficamos encandeados e não vemos outras coisas, se calhar mais importantes. Quererás tu ofuscar-me?
Mas, deixemo-nos de reflexões ultra violetas (embora apropriadas para a cor que me dás), porque olho melhor, vejo para além do brilho inicial que pensei ver, vejo que não é o sol que contemplo, mas sim um espanta-espíritos com a sua forma. E espanto-me, fecho os olhos, não com aquela sensação de calor, mas sim com um dúvida no espírito.
Será essa a tua natureza ou é algo que me queres dizer?
Sim, porque podes achar que estou demasiado perto, demasiado próximo e este é um aviso...Mas próximo de quê? Não sei, tenho ainda a visão turva e talvez o espírito...
Embora pessimista, vou tentar acreditar que é de ti que falas, da tua natureza. O que sendo melhor que um aviso, é igualmente mau, porque me custa compreender (e este é um eufemismo para dizer ter medo) o que é alguém com essa natureza. Talvez seja isso que te define, mas não vou deixar que me assustes. Ajuda-me a compreender e se calhar até sou eu que te vou espantar...
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
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